Tal como o mandarim do alto do seu trono olha para os seus subditos abaixo da linha do seu ohar, a mulher do alto dos seus sapatos torna-se poderosa.
Reinventa-se assumido a pele ora de sedutora, irreverente ou ainda mesmo de poderosa, seja quais forem as personagens assumidas o sapato identifica-se, retrata-a de forma clara e inconfundivel, numa linguagem universal.
O sapato, outrora, só o tinha nos tempos idos quem possuia dinheiro, tornando-se por isso num sinal de status e poder. Daí se tornar num objecto de culto foi um passo; preenchendo as fantasias e expondo a individualidade e criatividade dos que os usavam, adornando-os com flores, fivelas ou tecidos exóticos completando a imagem criada em conjunto com as roupas que cobriam o corpo.
As diferentes necessidades e especificidades do clima encarregam-se de imprimir diversidades e a criatividade humana levou essa diversidade a um nível que nos chega frequentemente com requintes e malvadez .
Este objecto de luxo torna-se assim num elemento que protege a mulher, proporcionando-lhe confiança e provocando desejo ao observador .